
Conversas com formigas
A menina sentia que tinha alma de gato, mas não tinha ainda a liberdade deles para explorar o mundo, apesar de partilhar com estes felinos a agilidade, a arte de observar e a perspicácia dos gestos.
Com os gatos tinha sentido de pertença. Não precisava de falar sequer, entendiam-se pelo toque, pelo olhar e pela convivência diária.
Mas era com formigas que conversava. Eram horas de pura filosofia.